Essa boca que é tão veloz em me seduzir, em fazer meus desejos pulsarem para que o proibido seja atendido, as normas quebradas e o silêncio complexo da nossa troca de olhar, por fim, escrito.
Ah se eu pudesse parar o mundo, ou o tempo do mundo, fazer com que todos sumissem, eles e suas regras mesquinhas, parar por um instante com tudo o que me impede, para laçar teu pescoço aos poucos e dar-lhe o beijo que cada parte de mim pede quando eu olho pra tua boca.
Não que você seja bonita, ou que teus olhos me encantem. Mas é que você tem um jeito e teus lábios têm um contorno e uma cor tal que, maldito sejam, me matam de vontade quando falam temperados com seu charme.
Ah... teu charme. Que bom que você mal conhece o poder que tem. E maldita seja se eu estiver enganado e você, com essa magia toda mal intencionada, faça de bobos os meus lábios, que te desejam.
Bom, que um mês passe rápido, pra eu tentar esquecer a tentação que você é.
Pra que passe o estrago que você faz na minha concentração, desviando-a por completo pra você.
Hei de ser forte. Forte serei.
domingo, 14 de novembro de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Eu quero sentir o gosto dos seus lábios...
Devagarzinho
Tornar a ti irresistível a vontade de fechar os olhos pra potencializar o tato
Pra sentir meus carinhos
Meus dedos redesenhando teu rosto
Beijos leves,
Que demonstrem uma apreciação inexata
Dou a volta em ti quase imperceptível
E você nota não minha presença,
Mas minha falta à tua frente
Sente suas roupas se desgarrarem
Como que tiradas pelo vento
Um arrepio tomar conta de teus poros
Tão breve quanto a língua minha a te acariciar em lugares inesperados
Arrancando-te sorrisos de surpresa, prazer e uma felicidade que paire leve no ar,
Como as partículas bailarinas de poeira
Que dançam indizíveis sob o holofote natural dos raios de sol nas tardes preguiçosas.
E que os toques se tornem mais firmes
O contato da mão mais amplo
A respiração ofegante
E que você já quase não resista a abrir os olhos e me agarrar
Até perceber que não o pode
Pois estás presa.
Eu gosto de judiar.
Mas pra te trazer o gozo.
Do corpo e da alma
Numa comunhão quase silenciosa, que torna as palavras desnecessárias, mas não obsoletas...
Uma troca de olhar que se identifique
Que se entenda...
Que faça não se precisar de mais nada
Que seja o carinho, a confidencialidade, a sintonia e a permissão.
Que a gente, por um tempo, fique sem saber onde um termina e o outro começa
E que o auge seja trêmulo e longo,
Tanto quanto o repouso e o carinho
Tanto quanto o abraço e a preguiça de se levantar
Ganhas um sorriso largo
Honesto
E só seu.
Vai ser meu jeito de dizer obrigado
Enquanto te aconchego no peito e faço um mundo todo novo.
Devagarzinho
Tornar a ti irresistível a vontade de fechar os olhos pra potencializar o tato
Pra sentir meus carinhos
Meus dedos redesenhando teu rosto
Beijos leves,
Que demonstrem uma apreciação inexata
Dou a volta em ti quase imperceptível
E você nota não minha presença,
Mas minha falta à tua frente
Sente suas roupas se desgarrarem
Como que tiradas pelo vento
Um arrepio tomar conta de teus poros
Tão breve quanto a língua minha a te acariciar em lugares inesperados
Arrancando-te sorrisos de surpresa, prazer e uma felicidade que paire leve no ar,
Como as partículas bailarinas de poeira
Que dançam indizíveis sob o holofote natural dos raios de sol nas tardes preguiçosas.
E que os toques se tornem mais firmes
O contato da mão mais amplo
A respiração ofegante
E que você já quase não resista a abrir os olhos e me agarrar
Até perceber que não o pode
Pois estás presa.
Eu gosto de judiar.
Mas pra te trazer o gozo.
Do corpo e da alma
Numa comunhão quase silenciosa, que torna as palavras desnecessárias, mas não obsoletas...
Uma troca de olhar que se identifique
Que se entenda...
Que faça não se precisar de mais nada
Que seja o carinho, a confidencialidade, a sintonia e a permissão.
Que a gente, por um tempo, fique sem saber onde um termina e o outro começa
E que o auge seja trêmulo e longo,
Tanto quanto o repouso e o carinho
Tanto quanto o abraço e a preguiça de se levantar
Ganhas um sorriso largo
Honesto
E só seu.
Vai ser meu jeito de dizer obrigado
Enquanto te aconchego no peito e faço um mundo todo novo.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Gosto dos bolsos listrados da minha calça.
Sim, gosto de coisas idiotas,
De fingir que as outras não importam
E que me deixo seduzir pelas bocas tortas das mulheres vulgares.
E eu mesmo sou um vulgar,
Nesse caminho trôpego mas firme,
Desdenho quem fuma,
mais ainda quem joga cigarros no chão.
Meus prazeres são simples,
Tenho preguiça da etiqueta inútil,
Dos falsos chiques,
Da suas preocupações inúteis.
Eu gosto é de gente,
E gente mesmo, de verdade,
Tá faltando por aí.
Onde estão os espíritos livres, demasiadamente humanos?
Sim, gosto de coisas idiotas,
De fingir que as outras não importam
E que me deixo seduzir pelas bocas tortas das mulheres vulgares.
E eu mesmo sou um vulgar,
Nesse caminho trôpego mas firme,
Desdenho quem fuma,
mais ainda quem joga cigarros no chão.
Meus prazeres são simples,
Tenho preguiça da etiqueta inútil,
Dos falsos chiques,
Da suas preocupações inúteis.
Eu gosto é de gente,
E gente mesmo, de verdade,
Tá faltando por aí.
Onde estão os espíritos livres, demasiadamente humanos?
sábado, 26 de junho de 2010
Moça de beleza rara, imprecisa e inexata. Tem nos traços uma fuga da beleza careta, estampada nos padrões já exauridos. Tem ao mesmo tempo um jeito meio gracinha, meio moça charmosa de filme espanhol. Ainda não se confia plenamente, mas só porque ainda não se conhece como pode.
Vai longe. Nota-se mesmo em conhecimento raso.
E desperta aquela vontade pueril de passar os dedos de leve no seu rosto, como quem redesenha uma obra que admira, como quem se imagina criador de surpresa tão agradável, ao mesmo em que se delicia num banho de admiração.
Causa um pouco de preocupação, por fazer a gente ter um pouco de medo de não controlar o ímpeto de beijá-la. Seja quem for.
"Esses lábios não são de Deus" um ignorante diria. Mas só por simplesmente se sentir tentato, como é natural ser.
E logo a princípio, se pensa:
Não conheço, mas quem sabe... Tem gente com quem a gente só troca um olhar, mas que levamos conosco pra sempre.
Não conheço, mas desejo bem.
Não conheço, mas se eu a desejar, que mal tem?
Vai longe. Nota-se mesmo em conhecimento raso.
E desperta aquela vontade pueril de passar os dedos de leve no seu rosto, como quem redesenha uma obra que admira, como quem se imagina criador de surpresa tão agradável, ao mesmo em que se delicia num banho de admiração.
Causa um pouco de preocupação, por fazer a gente ter um pouco de medo de não controlar o ímpeto de beijá-la. Seja quem for.
"Esses lábios não são de Deus" um ignorante diria. Mas só por simplesmente se sentir tentato, como é natural ser.
E logo a princípio, se pensa:
Não conheço, mas quem sabe... Tem gente com quem a gente só troca um olhar, mas que levamos conosco pra sempre.
Não conheço, mas desejo bem.
Não conheço, mas se eu a desejar, que mal tem?
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Cinco e meia da manhã,
Madrugada já se foi,
Cantam sonhos e corações,
Aos olhos poentes de peitos arfantes,
Mãos esperam o perdão para se tocar,
Mas ele não vem.
Pois o orgulho é vasto demais,
E recheia como areia as pálpebras cansadas,
Mas ele há de passar
E assim que for,
Os sorrisos encantados hão de voltar
e aquele brilho que vem de dentro,
e os beijos leves,
e o amor em laços,
farão de dois, um corpo só.
O Girassol há de erguer-se sem vergonha,
Por saber que o motivo de sua tristeza nunca existiu.
Vai esperar novamente seu Beija-flor,
Apaixonado que por todo engano que inventou pra se enganar
Toda história que inventou pra contar,
Carregou consigo a esperança de ver de novo aquele brilho,
único, mágico e pacificador,
Aquele que traz o silêncio ao mundo barulhento,
aos problemas insignificantes.
E nada mais importará,
E quem sabe o Girassol esqueça suas raízes cansadas presas a um solo fraco.
Para poder se permitir
e voar...
Madrugada já se foi,
Cantam sonhos e corações,
Aos olhos poentes de peitos arfantes,
Mãos esperam o perdão para se tocar,
Mas ele não vem.
Pois o orgulho é vasto demais,
E recheia como areia as pálpebras cansadas,
Mas ele há de passar
E assim que for,
Os sorrisos encantados hão de voltar
e aquele brilho que vem de dentro,
e os beijos leves,
e o amor em laços,
farão de dois, um corpo só.
O Girassol há de erguer-se sem vergonha,
Por saber que o motivo de sua tristeza nunca existiu.
Vai esperar novamente seu Beija-flor,
Apaixonado que por todo engano que inventou pra se enganar
Toda história que inventou pra contar,
Carregou consigo a esperança de ver de novo aquele brilho,
único, mágico e pacificador,
Aquele que traz o silêncio ao mundo barulhento,
aos problemas insignificantes.
E nada mais importará,
E quem sabe o Girassol esqueça suas raízes cansadas presas a um solo fraco.
Para poder se permitir
e voar...
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