Gosto dos bolsos listrados da minha calça.
Sim, gosto de coisas idiotas,
De fingir que as outras não importam
E que me deixo seduzir pelas bocas tortas das mulheres vulgares.
E eu mesmo sou um vulgar,
Nesse caminho trôpego mas firme,
Desdenho quem fuma,
mais ainda quem joga cigarros no chão.
Meus prazeres são simples,
Tenho preguiça da etiqueta inútil,
Dos falsos chiques,
Da suas preocupações inúteis.
Eu gosto é de gente,
E gente mesmo, de verdade,
Tá faltando por aí.
Onde estão os espíritos livres, demasiadamente humanos?
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