Eu quero sentir o gosto dos seus lábios...
Devagarzinho
Tornar a ti irresistível a vontade de fechar os olhos pra potencializar o tato
Pra sentir meus carinhos
Meus dedos redesenhando teu rosto
Beijos leves,
Que demonstrem uma apreciação inexata
Dou a volta em ti quase imperceptível
E você nota não minha presença,
Mas minha falta à tua frente
Sente suas roupas se desgarrarem
Como que tiradas pelo vento
Um arrepio tomar conta de teus poros
Tão breve quanto a língua minha a te acariciar em lugares inesperados
Arrancando-te sorrisos de surpresa, prazer e uma felicidade que paire leve no ar,
Como as partículas bailarinas de poeira
Que dançam indizíveis sob o holofote natural dos raios de sol nas tardes preguiçosas.
E que os toques se tornem mais firmes
O contato da mão mais amplo
A respiração ofegante
E que você já quase não resista a abrir os olhos e me agarrar
Até perceber que não o pode
Pois estás presa.
Eu gosto de judiar.
Mas pra te trazer o gozo.
Do corpo e da alma
Numa comunhão quase silenciosa, que torna as palavras desnecessárias, mas não obsoletas...
Uma troca de olhar que se identifique
Que se entenda...
Que faça não se precisar de mais nada
Que seja o carinho, a confidencialidade, a sintonia e a permissão.
Que a gente, por um tempo, fique sem saber onde um termina e o outro começa
E que o auge seja trêmulo e longo,
Tanto quanto o repouso e o carinho
Tanto quanto o abraço e a preguiça de se levantar
Ganhas um sorriso largo
Honesto
E só seu.
Vai ser meu jeito de dizer obrigado
Enquanto te aconchego no peito e faço um mundo todo novo.
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