segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nado mais de 2.000 metros. Meu ego infla, meu ombro dói. O corpo já apresenda uns sinais de falha, mas eu insisto. E com quase 30 nas costas eu ainda busco um propósito pra essa vida incongruente. rio sarcasticamente de quem me responde "Deus". Tenho preguiça de quem me dá atenção, tenho preguiça de mim e me sinto só. Nunca achei alguém em quem me espelhar completamente, porque talvez esse alguém não exista mesmo... nem pra mim, nem pra ninguém. Tenho uma dificuldade enorme em entender se os meus labirintos são só meus, ou se é só uma frescura exagerada minha pra uma dificuldade que todo mundo tem. Tenho visto o tempo passar, o caminho se fechar. Me sufoco, sinto falta de viajar, de não ter responsabilidade, de colocar uma mochila nas costas e sumir pra descobrir novos ventres, novos colos, novos ares. A parte mais frágil de mim continua intacta e as certezas se desfazem. E isso incomoda terrivelmente...