quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Something inside me burns
For my eyes are full black
I clearly feel the wings on my back
They're not white
They're not white

Cause not all in me is light
I'll blow your face into my dark
Put this fire out with blood
As my arms are heavy as swords
And I feel life dripping from my hands
And it is not mine
It is not mine

As I rise from my depths
Evil smile as pleasure goes
Running in veins as heat and cold
Feel the power over souls
As I decide life and death

Kill all feelings for you on a strike
As the memory of you dissolve in acid rain
See it rot and scream
and enjoy
and enjoy

See you drown in your own lies
and enjoy
and enjoy

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Corvo

Há quem engane a qualquer um que confie e se preste, como uma teia de aranha vazia, que mata aos poucos, pelo cansaço e pela falta. Basta cair. Um corvo, falso, com olhos que brilham e enganam e que ninguém decifra ao certo, porque talvez não haja o que decifrar. Talvez lhe recheie o vazio e a estupidez... como um mau agouro, que te seca, te esvazia, te enlouquece. E mesmo que o tempo passe, aquilo não te sai da cabeça e gralha a cada vez que a pena da paz se assente em falsa calma, em falsa palma. É um espetáculo vão. Nem com muita força se acha um sentido. Talvez sirva apenas pra descobrir que o ideal de todos é tolo, é louco e ensandece. Te deixa vulnerável, sentindo-se estúpido, oblíquo. "Pode vir que eu te seguro." Só que não. É como, cheio de fome, morder uma carne podre. Segundos de expectativa doce e minutos infinitos de ânsia e vômito. Há quem morra sem nunca se apaixonar de fato. Há quem se mate aos poucos se apaixonando cada vez mais por cada vez menos. E eu, para fertilidade da poesia e gozo da agonia, eu sou desses.