quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cinco e meia da manhã,
Madrugada já se foi,
Cantam sonhos e corações,
Aos olhos poentes de peitos arfantes,
Mãos esperam o perdão para se tocar,
Mas ele não vem.

Pois o orgulho é vasto demais,
E recheia como areia as pálpebras cansadas,

Mas ele há de passar
E assim que for,
Os sorrisos encantados hão de voltar
e aquele brilho que vem de dentro,
e os beijos leves,
e o amor em laços,
farão de dois, um corpo só.

O Girassol há de erguer-se sem vergonha,
Por saber que o motivo de sua tristeza nunca existiu.
Vai esperar novamente seu Beija-flor,
Apaixonado que por todo engano que inventou pra se enganar
Toda história que inventou pra contar,
Carregou consigo a esperança de ver de novo aquele brilho,
único, mágico e pacificador,
Aquele que traz o silêncio ao mundo barulhento,
aos problemas insignificantes.

E nada mais importará,
E quem sabe o Girassol esqueça suas raízes cansadas presas a um solo fraco.
Para poder se permitir
e voar...

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